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CSP finca a 1ª estaca amanhã

Em um novo passo para a concretização de uma siderúrgica no Ceará, a primeira estaca para a instalação das fundações da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) será cravada, amanhã, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, simbolizando, enfim, o início das obras físicas de um empreendimento há décadas aguardado pelo Estado.

Além do governador Cid Gomes e de titulares das secretarias estaduais, a cerimônia irá contar com a presença do diretor presidente da Vale, Murilo Ferreira, do CEO da Posco, Joon-Yang Chung, e do CEO da Dongkuk, Sae-Joo Chang.

Após a fase de estaqueamento, que demandará cerca de seis meses, começa a construção civil, cujo início está previsto para o próximo ano. Terminada essa etapa, inicia a montagem de equipamentos, que começam a chegar na metade de 2013. A produção das placas de aço, está prevista para agosto de 2015.

Produção

Toda a produção da CSP tem compra garantida por parte dos três sócios. Das três milhões de toneladas de placas de aço que serão produzidas anualmente, a Vale ficará responsável pela compra de 600 mil toneladas, enquanto a Posco comprará 800 mil toneladas. O restante, 1,6 milhão de toneladas, será adquirido pela Dongkuk.

O destino final do material, de acordo com a CSP, ficará a cargo de cada empresa. A expectativa da presidência da Companhia - que no fim de 2011 teve seu valor avaliado em aproximadamente U$ 1 bilhão -, é que a CSP passe a valer cerca de U$ 1,6 bilhão já no fim deste ano.

Desde o início deste mês, a equipe da CSP, antes sediada no Rio de Janeiro, atua em Fortaleza, em um escritório localizado na avenida Dom Luiz.

A CSP é uma joint-venture entre a Vale e as sul-coreanas Posco e Dongkuk. A Vale possui ainda três outros projetos de siderurgia no Rio de Janeiro, no Pará e no Espírito Santo. Contudo, somente o projeto cearense tem avançado. A Vale colocou o projeto como um dos prioritários em sua carteira de novos empreendimentos.

"Parto difícil"

Há décadas almejada por gestores do Estado, a CSP teve seu primeiro memorando de entendimentos assinado - em substituição à intenção de construir a Ceará Steel - em 2007, quando o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva referiu-se ao empreendimento como um dos "partos" mais difíceis da história do País. O documento foi assinado por representantes da Vale e da Dongkuk. Em 2010, a Posco tornou-se a terceira sócia da CSP.

Em 2007, o início das operações havia sido projetado para 2011. Todavia, nos anos seguintes, diante de um cenário de crise econômica e perspectiva de desaquecimento da demanda global, diversos adiamentos foram feitos. O atraso no início da obras gerou no governo do Estado o receio da desistência dos investidores pelo projeto.

A ordem de serviço do empreendimento só foi assinada em dezembro de 2009.

Fonte: Diário do Nordeste

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