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CSP ELABORA PLANO PARA DESAFOGAR O PORTO DO PECÉM

Com problemas na movimentação e no armazenamento de um gigantesco volume de cargas, o que estaria colaborando para o congestionamento dos pátios e de armazéns do Porto do Pecém, e até gerando filas de embarcações na costa de São Gonçalo do Amarante, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) está elaborando um plano de contingenciamento. O objetivo é dinamizar o desembarque de peças, máquinas e equipamentos dos navios para o terminal e, consequentemente, para um depósito próprio da companhia.

A CSP tem atualmente cerca de mil contêineres liberados para transporte nos pátios do Porto do Pecém e outras centenas na retro área, aguardando liberação da Receita Federal e de um local para armazenamento da carga. Dois navios com cargas para a siderúrgica ainda aguardam, na costa, espaços nos píeres do terminal, para atracar.

As filas de navios foi divulgado, com exclusividade, pelo Diário do Nordeste, na edição do dia 22 de abril último. Para atenuar o problema - agravado pela própria estrutura do Porto do Pecém, ainda insuficiente para atender a empreendimentos de grande porte, como a siderúrgica e até mesmo a refinaria de petróleo, caso ela esta estivesse em construção - a CSP irá apresentar um plano de retirada de cargas à direção da Cearáportos, até a próxima sexta-feira, dia 9.

Descarga

As primeiras ações do plano, no entanto, já estariam sendo efetivadas. Especificamente com relação à logística de movimentação das cargas, a Posco Engenharia e Construção do Brasil Ltda - empresa responsável pela construção da siderúrgica -, informou na semana passada, que elevou o número de equipamentos de descarga para a entrega dos contêineres dentro do site da siderúrgica e que a ZPE Ceará "já aumentou o número de máquinas de descarga para a movimentação dos contêineres".

Receita Federal

Em paralelo, solicitou apoio da Receita Federal na busca de um processo mais célere de desembaraço das cargas; enquanto avalia com a Cearáportos a possibilidade de criação de uma área exclusiva para a CSP, na retroárea do porto, destinada somente para contêineres. "Se as cargas ainda estão lá (no porto) não é por problema da Receita, mas de logística", respondeu, na tarde de ontem, o superintende Adjunto da 3ª Região Fiscal, da Receita Federal, Marcellus Ribeiro Alves, ao confirmar pedido da Posco Engenharia, para agilizar a liberação das cargas da CSP, o que, consequentemente, poderá ajudar na remoção dos equipamentos do terminal.

Segundo ele, para atenuar o problema, a Receita irá deslocar três fiscais aduaneiros para operar no Porto do Pecém, 24 horas, por dia, por um período de três meses. "Estamos formando a equipe, trazendo colegas de outros Estados, do Maranhão e Piauí. Essa operação começa na próxima 2ª feira, dia 12", antecipou Alves. Atualmente, os técnicos da Receita que operam no Porto do Pecém, trabalham em regime de oito horas, diárias.

Filas continuam

A direção da Cearáportos confirmou na tarde de ontem que a CSP está elaborando um plano de retirada de cargas para ser apresentado esta semana, mas disse que a filas de navios continua. A CSP também foi consultada sobre as medidas que estaria adotando, mas não deu mais detalhes sobre a operação, nem quando esta será iniciada.

Fonte: O Diário do Nordeste

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