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Cinco das dez maiores exportadoras do país são de agronegócios

Cinco empresas diretamente ligadas ao agronegócio ficaram entre as dez principais exportadoras do país em julho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) disponíveis no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Com vendas de US$ 654,4 milhões ao exterior no mês, 2,4% menos que em julho de 2011, a Bunge Alimentos liderou o ranking das companhias exportadoras do setor e ficou em terceiro lugar na lista geral, atrás apenas de Vale (US$ 2,4 bilhões) e Petrobras (US$ 1,8 bilhão).

Em seguida, no rol das líderes do agronegócio e do ranking geral, aparecem outras duas subsidiárias de multinacionais americanas: a ADM do Brasil, com US$ 533 milhões, 111,7% acima de julho do ano passado, e a Cargill Agrícola, com embarques de US$ 466,4 milhões, 20,4% mais na mesma comparação. O braço da francesa Louis Dreyfus Commodities exportou US$ 357,4 milhões, 39,3% mais, e ficou em sétimo lugar na lista geral, e a JBS registrou embarques de US$ 243,6 milhões, aumento de 24,3%,  e ocupou a nona posição.

Entre janeiro e julho deste ano, a Bunge mantém sua tradicional liderança no setor e a terceira colocação entre as maiores exportadoras do país, com US$ 4,1 bilhões, um incremento de 9,1% em relação a igual período de 2011. Cargill (US$ 2,7 bilhões, aumento de 8,4%) e ADM (US$ 2,6 bilhões, salto de 20,6%) vêm em seguida. A Dreyfus foi a sétima na lista geral (US$ 2,1 bilhões, crescimento de 66%), e a JBS ficou em décimo (1,5 bilhão, queda de 0,2%).

Como a Secex ainda não incorporou os dados da Sadia nos da BRF - Brasil Foods (fruto da incorporação da Sadia pela Perdigão), eles aparecem separados e enfraquecem os resultados da empresa. Os embarques de ambas, somados, alcançaram US$ 319,1 milhões em julho e US$ 2,9 bilhões nos primeiros sete meses do ano.

Preço em real das exportações agropecuárias sobe 3,2%

Os preços em reais das exportações agropecuárias subiram 3,2% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A variação é explicada pela alta de 2,3% nos preços em dólar e a desvalorização de 0,8% da taxa de câmbio real do agronegócio.

Os volumes embarcados cresceram 4,8%, na mesma comparação. Os preços em reais dos produtos vendidos ao exterior são um indicador de atratividade das exportações brasileiras.

De acordo com o Cepea, embora os preços em dólar das commodities agropecuárias tenham subido 125,8% desde o ano 2000, o “índice de atratividade” das vendas ao exterior avançou apenas 5% no período, em média. No período, a taxa de câmbio real do agro apresentou valorização superior a 50%.

Fonte: Valor  Econômico

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