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BC puxa cotação e dólar vai a R$ 1,858

Após dois leilões de compra feitos pelo Banco Central, o dólar comercial encerrou ontem novamente em alta e atingiu a segunda maior cotação do ano. A moeda americana subiu 0,75% e fechou a R$ 1,858 para venda. Apenas no dia 2 de janeiro, o dólar se valorizou acima deste patamar, quando fechou a R$ 1,869. Com esta valorização, a moeda reduziu as perdas para apenas 0,60% no ano; no mês, apresenta valorização de 1,71% frente ao real.

O BC fez o primeiro leilão de compra por volta de 12h30m, por R$ 1,8448. Quando a moeda já estava subindo, o BC atuou novamente com uma taxa ainda maior, de R$ 1,852. A estratégia de compra no mercado à vista vem desde a última quinta-feira, sempre da mesma forma, com dois leilões diários.

- O BC tem tido uma postura muito agressiva, fazendo dois leilões de compra por dia, quando a cotação da moeda já está subindo. Isso deixa o mercado sem liquidez e pressiona ainda mais a moeda americana - diz Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da corretora Treviso.

Na prática, operadores dizem que, atuando com o dólar em alta e com o mercado "seco" de dólares, o BC tenta influenciar o preço da moeda americana.

- Desde a última quinta-feira, o BC vem atuando desta forma, o que indica que busca um preço. Na prática, significa que está administrando o câmbio em vez de deixar que ele flutue livremente - diz João Medeiros, sócio da corretora Pionner.

A expectativa de queda na Selic hoje também ajudou a elevar o dólar, diz Guido Chagas, economista da Humaitá Investimentos.

Bolsa sobe com otimismo em todo o mundo

No mercado externo, o dólar teve movimento contrário e se desvalorizou frente a outras moedas. O rand sul-africano, o dólar canadense, o peso mexicano e dólar australiano subiram.

- No Brasil, o investidor está na defensiva, apreensivo com a atuação do BC, porque não sabe até que cotação a autoridade monetária quer levar o dólar - diz Reginaldo Galhardo, da Treviso.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), acompanhou o otimismo dos mercados mundiais e fechou em alta de 1,20%, aos 62.698 pontos.

Segundo operadores, a demanda forte por títulos da Espanha, a alta do índice de confiança dos investidores na Alemanha, além da divulgação de balanços de empresas nos EUA registrando lucros e do relatório do FMI, embalaram ontem o movimento nos mercados acionários.

Na Europa, as principais bolsas também fecharam com ganhos. A de Madri subiu 2,28%; a de Frankfurt, de 2,65%; a de Paris, 2,72%; e a de Londres, 1,78%. Nos EUA, o Dow Jones ganhou 1,50%, o Nasdaq se valorizou 1,82% e o S&P 500 teve ganho de 1,55%.

Fonte: O Globo

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